Poucos jogos fazem uma abordagem steampunk com tanta maestria. Essa temática geralmente envolve muitas camadas de filosofia, caracterização peculiar de personagens, cenários tematizados etc. Existem variadas derivações em cima da abordagem, ainda que muitas utilizem o tempero futurista na receita.
Mad Max é um game que, pela natureza da trilogia cinematográfica, tem uma “pegada” diferente num mundo que simula a atmosfera apocalíptica na vastidão do deserto. Não estamos falando de Fallout 3, Rage ou outros títulos com essa dinâmica. O game baseado nos filmes de Mel Gibson traz um sabor muito melhor – superior ao que todos nós podemos imaginar.
Até agora, praticamente nada do gameplay havia sido exibido ao mundo, a não ser uma curta demonstração na última gamescom. Nesta segunda-feira, na BGS, uma exibição de mais de 20 minutos do jogo foi realizada a portas fechadas num caráter muito restrito a pouquíssimos veículos sem fotos nem filmagens – e o BJ estava lá. Prepare-se para uma das maiores promessas de 2014.
Universo fiel que vai atingir massas e entusiastas
A demo foi apresentada por Kristofer Labedzki, um dos desenvolvedores responsáveis pelas mecânicas de gameplay. O artista jogou Mad Max por 20 minutos e tirou algumas dúvidas bastante pontuais.
A demonstração começa com Max em busca de peças para aprimorar sua pomposa caranga clássica (idêntica à dos filmes). O jogo preconiza a ação sobre quatro rodas: basicamente 70% do tiroteio rolou em perseguições automobilísticas.
Ambientado num mundo aberto desértico de dar inveja a Fallout, Max, em seu trajeto para achar as peças referidas, é caçado por bandidos e aberrações com aquele típico figurino ao qual estamos acostumados nessa abordagem – moicanos lunáticos, mascarados sem nada a perder e psicopatas sem um resquício de sanidade nesse universo seco.
As perseguições são cinematográficas e fazem bom uso dos Quick Time Events: quando um carro se aproxima da caranga nervosa de Max, a câmera desacelera e há um panorama por toda a ação rolando, no melhor estilo Matrix ou Max Payne. O botão R1 surge na tela e, ao apertá-lo, o protagonista rapidamente tira as mãos do volante, se debruça para fora da janela e, com sua consagrada 12 de cano duplo, mete chumbo nesses loucos. As explosões rolam soltas em câmera lenta e pouco a pouco a aceleração volta ao normal num ritmo muito bom.
Os efeitos sonoros são impressionantes. O som do disparo das armas, o arranque do motor e os berros de agonia dos inimigos ao morrerem são estonteantes e ecoam em toda a vastidão do gigantesco deserto.
Sanguinário, bem sanguinário
Ao despistar os perseguidores, Max chega a uma espécie de base na qual pode escolher sua abordagem: stealth, “Rambo” ou uma mesclagem dos dois. O desenvolvedor Labedzki optou pelo avanço sorrateiro. Então, pegou uma sniper, mirou sobre os inimigos no alto e marcou cada um deles – num sistema de “tagging” parecido com o de Far Cry 3. Após eliminar dois deles, o restante ouviu os disparos e foi atrás de Max.
É nesse momento que a ação “a pé” mostra que veio: execuções brutais, enorme variação de golpes, animações e muito sangue jorrando na tela. Max aplica um combo de socos e, assim que o inimigo estiver enfraquecido, finaliza a ação com um golpe final matador em animações bastante brutais – do tipo amasse a cara de um com um taco de beisebol; pegue-os pela nuca e arrebente a cabeça deles em quinas de ferro; use um cano para acabar com a mandíbula deles etc. Coisa linda.
Após eliminar todos os capangas, Max retorna ao carro e finalmente chega ao seu destino: a oficina de upgrades. Lá, o protagonista customiza sua caranga e a deixa com o mesmo aspecto que vimos nos filmes: pneus “afiados” e ranhuras nas portas; escapamento de um “monster truck” (inclusive o som); melhorias no volante e muito mais. Saindo de lá, a ação volta a rolar sobre quatro rodas com muitas perseguições.
Admirável mundo gigante
Pouco foi mostrado sobre a estrutura de missões, mas garantimos: a área do mundo de jogo é geograficamente gigante. Os objetivos secundários brotaram na tela e podem surgir aleatoriamente. “Tudo vai depender do contexto e de onde Max estiver em um determinado momento”, explicou Labedzki.
Mad Max será lançado em 2014 para PlayStation 3, Xbox 360, PlayStation 4, Xbox One e PC. Perguntado pelo BJ sobre o desempenho do jogo em todas as plataformas, Labedzki garantiu: “estamos nos esforçando para entregar a mesma experiência em qualquer uma. Quero mostrar mais gameplays para vocês em breve, sei que a comunidade de Mad Max no Brasil é forte”, disse.
Outra informação importante é que o game deve vir em português.
Já estamos esperando, Labedzki. Porque o jogo pode ser um candidato aos melhores de 2014.








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