sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Dark Souls 2

O primeiro chefão é a Namco que precisa vencer: até que ponto vale mudar o game?

Dark Souls 2 é a continuação do aclamado título de mesmo nome, lançado em outubro de 2011, que levou a um novo patamar o balanceamento do nível de dificuldade nos games. A Namco Bandai irá publicar a nova aventura, que desta fez está sob a regência de dois novos diretores membros da FromSoftware.
Depois de tanta badalação feita sobre a jogabilidade acertada em relação à extrema (porém aceitável) dificuldade do jogo, é certo que a equipe de desenvolvedores deve enfrentar um dilema. Será que a mudança demasiada do formato de jogatina não vai acarretar em um descontentamento dos fãs mais adictos da franquia?
Por outro lado, a falta de mudanças pode criar para os jogadores um sentimento de “mesmice”, fazendo com que a nova experiência tenha a péssima cara de “mais do mesmo”. Sendo assim, nada seria mais lógico do que apresentar essas inquietações diretamente ao homem no comando por trás da produção, Takeshi Miyazoe, que sabe perfeitamente que os dois primeiros “Souls” usavam diretamente a imaginação dos gamers para construir uma aventura completa.
Miyazoe se refere a esta maneira de contar a história como “indireta”, e ele também afirmou que os fãs parecem ter gostado muito dessa metodologia. Portanto, isso continuará a ser aplicado em Dark Souls 2, da seguinte maneira: “Os jogadores só descobrirão o que está acontecendo com seu personagem durante o jogo; mas primeiramente eles se encontrarão em um mundo amaldiçoado por um anel negro, sendo que a jornada a ser seguida vai de encontro à descoberta de uma cura para essa maldição”.
A morte ainda é o caminho
Mesmo que essas informações disponibilizadas por Miyazoe ainda sejam um tanto vagas, o diretor fez questão de afirmar que a vida e a morte ainda serão encaradas como o carro-chefe da franquia. Enquanto os gamers mergulham de cabeça no sistema de aprendizado baseado em tentativa e morte dentro do imenso mundo aberto, as regras que nortearão a mecânica da jogatina serão apresentadas passo a passo.
Nessa mesma questão, o diretor do game fez questão de lembrar que ele havia dito que o game seria mais “acessível”, o que causou imensa confusão entre os fãs. Após se desculpar mais uma vez por ter se expressado mal, ele novamente afirmou que Dark Souls 2 não será mais fácil do que nenhum de seus irmãos mais novos.
Img_normal
“É difícil quantificar o quão mais difícil este game é em relação aos anteriores”, diz Miyazoe, ao garantir que a famosa sensação de conquista obtida ao vencer um desafio muito desgastante ainda estará presente. Ele ainda revelou que o time de produtores da obra ainda está na fase de balanceamento de dificuldade da aventura.
A FromSoftware também percebeu que foi muito recorrente a quantidade de gamers que terminava a história pela primeira vez e, não contentes com isso, reviviam a ventura até terminá-la ao menos uma vez mais. Por essa razão, a desenvolvedora está pensando em uma maneira de revisitar o jeito como irá funcionar o chamado New Game+.
Desconstruindo o padrão de andamento da obra
Takeshi Miyazoe lembrou que a luz e a sombra serão elementos de muita relevância em Dark Souls e as armadilhas presentes em cada fase estarão presentes onde menos os gamers esperarem. Por isso, os mundos precisarão ser extremamente bem equilibrados, pois, basicamente, será preciso escolher entre enxergar os inimigos ou carregar seu escudo.
Fonte: Reprodução/VG24/7
Além disso, Takeshi Miyazoe afirmou veementemente que o título vai entregar chefões tão (ou mais) desafiadores do que Capra, Nito e o terrível Four Kings. “Eu acredito que haverá determinados momentos no game que podem ser considerados chave. O desafio não será apenas em termos de dificuldade ou de história, mas sim inimigos poderosos e chefões, que vão desafiar vários atributos diferentes dos gamers”, revela Miyazoe.
Existirão algumas áreas que vão poder ser revisitadas pelos jogadores, nas quais será possível encontrar chefes antes mesmo de terminar as fases. Em outras palavras, você não precisará começar no início da aventura, avançar por toda a extensão do caminho, até chegar ao final do território — onde finalmente encontrará o temido monstro. “Se você for bom o bastante ou se prestar muita atenção nos detalhes certos, será possível destruir os chefes bem antes do final das fases”, diz o diretor do segundo Dark Souls ao site VG24/7.
“Nós estamos tentando criar uma jogabilidade mais interativa, que possa se mostrar mais fluida. Por isso, nós tentamos quebrar um pouco o ideal tradicional de início, meio e fim, que prega o início morno da fase, o chefe e um recomeço de fase”, conclui Miyazoe.  Vale lembrar que a Beta do game está em fase de inscrições no território europeu e logo também atingirá terras americanas.
Para que geração essa produção será?
É claro que uma pergunta que Takeshi Miyazoe deve ouvir o tempo inteiro é “se a empresa tem planos de lançar Dark Souls 2 para os consoles da próxima geração”? O diretor não quis afirmar nada, mas deixou claro que no momento a Namco não tem intenção de se preocupar com a oitava geração de games.
Img_normal
No entanto, a proximidade do lançamento do game com o possível momento de alta na lista dejogos de Playstation 4 e Xbox One nos deixa com uma pulguinha atrás da orelha... Quem sabe uma portagem mesmo que em formato digital? Enfim, Dark Souls 2 tem previsão de lançamento para o próximo mês de março de 2014, com versões confirmadas para PC, Xbox 360 e PlayStation 3.
Quem for bravo e perspicaz o suficiente estará pronto para encarar as novas aventuras da terra dos mortos-vivos. É claro que nós estaremos!
Fontes: VG24/7 #1, #2


← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário